Denúncias de grampos, demissões arbitrárias, nepotismo, perseguições e a dispensa de licitação para a compra de uniformes e a realização de concursos envolvendo a Guarda Municipal de Belo Horizonte vêm sendo investigadas por uma comissão especial criada na Câmara Municipal. As acusações envolvem também a Fundação Guimarães Rosa, responsável pela realização dos concursos.
Ontem, durante a terceira audiência pública para discutir as supostas irregularidades, o ex-agente e vice-presidente da associação da classe (Asgum/RMBH), Renato da Conceição, exonerado há quatro meses por insubordinação, as humilhações são constantes na instituição. "Fui exonerado porque estava em um comício do então candidato à prefeitura Leonardo Quintão. Estava de folga e sem farda", contou o guarda, que foi readmitido em seguida.
Já o secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, coronel Genedempsey Bicalho, classificou as denúncias, feitas por agentes, como infundadas e vazias. Bicalho disse ainda que a instituição prima pelo respeito a seus funcionários. Sobre as licitações, ele se limitou a dizer que são de responsabilidade da Secretaria de Gestão Administrativa e que não acredita em desvios. As denúncias de escutas no prédio da guarda, no entanto, estão sendo apuradas pela corregedoria municipal.
Para o vereador Cabo Júlio (PMDB), está em curso uma militarização da entidade, que é civil, inclusive com a exigência de que os servidores municipais façam continência ao comandantes - de acordo com ele, são 50 coronéis reformados em cargos de comando. "Nós queremos propor uma reformulação do estatuto", disse.
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