SEXTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2010
Testes psicotécnicos eram realizados por profissionais parentes de coronéis da PMMG
Os testes psicotécnicos para porte de armas de fogo para agentes da Guarda Municipal eram realizados por psicólogos parentes de coronéis da PMMG.
A confirmação foi feita nesta sexta-feira(26/11), na comissão especial de estudos da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH), pela psicóloga e proprietária da clínica Laxmi Consultoria Empresarial, Maria Fernanda Sadi, filha do cel. da reserva e médico, Mussa Sadi Neto. Segundo Sadi, ela foi contratada pela secretaria municipal de saúde como pessoa física, por ter credenciamento na polícia federal para realização de cursos psicotécnicos para porte de armas de fogo.
A psicóloga disse também que os testes foram realizados em sua clínica, entre 2006 e 2008, por não haver infra-estrutura na sede da GMBH para realização dos testes. Ela lembra ainda que as reuniões semanais para relatório dos trabalhos eram realizadas todas as sextas-feiras com a presença do Secretário Municipal de Segurança Pública e Patrimonial Coronel Genedempsey Bicalho e da presença da médica do trabalho Ana Murta.
Sobre sua relação com os coronéis gestores da GMBH, Maria Fernanda disse que são se lembra de como ficou sabendo da necessidade da PBH em contratar psicólogos. Ela informou que seu pai não tem nenhuma relação de amizade com os coronéis da Fundação Guimarães Rosa e da Guarda Municipal.
Sintonia não reconhece relação com GMBH
As proprietárias da clínica Sintonia e Diagnósticos, citada no relatório da comissão, não reconheceram relação com as denúncias e a clínica. Elas compareceram para esclarecer que houve um mal entendido no convite para comparecerem à comissão especial. Maria Fernanda Sadi, da Laxmi disse que seus colegas de trabalho, também psicólogos, realizavam os testes no endereço da Sintonia, no bairro Floresta, região leste da capital. As diretoras da clínica informaram que não estão mais nesse endereço.
Ilegalidade
Membros da comissão especial disseram que a contratação é uma ilegalidade adotada pela prefeitura, uma vez que, a Fundação Guimarães Rosa (FGR) foi “contratada” para realização de cursos relacionados a guarda municipal. A prefeitura paga duas vezes pelos mesmos serviços. Estão sendo feitos contratos sem urgência com pessoas físicas e sem licitação, segundo o vice-presidente da Associação dos Guardas Municipais da Região Metropolitana (ASGUM), Renato Rodrigues da Conceição. Renato denuncia também o fato de que o SENASP paga para a realização desses cursos, e que, portanto, alguém está recebendo duas vezes.
A próxima reunião acontece no dia 03/12 (sexta-feira), as 13horas.
Compareceram a reunião os vereadores Elaine Matozinhos e Arnaldo Gontijo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário